A crise demográfica que começa a preocupar governos e pode redefinir a economia global nas próximas décadas

Queda nas taxas de natalidade e envelhecimento da população começam a preocupar economistas e governos ao redor do mundo.

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Bugiganga News - CR

3/11/20261 min ler

Um dos maiores desafios econômicos das próximas décadas pode não ser uma crise financeira ou energética.

Pode ser algo muito mais silencioso.

A queda na taxa de natalidade em diversas regiões do mundo está começando a preocupar governos e economistas.

Segundo dados da ONU, mais de 60% dos países já apresentam taxas de fertilidade abaixo do nível necessário para manter a população estável, que é de aproximadamente 2,1 filhos por mulher.

Em muitos casos, o número é ainda menor.

Países como Coreia do Sul, Japão, Itália e Espanha registram algumas das menores taxas de natalidade do mundo.

Na Coreia do Sul, por exemplo, a média já caiu para cerca de 0,7 filho por mulher, um dos níveis mais baixos já registrados.

Esse cenário provoca um fenômeno conhecido como envelhecimento populacional.

Com menos nascimentos e maior expectativa de vida, a proporção de idosos cresce rapidamente enquanto o número de trabalhadores diminui.

Isso cria pressões diretas sobre sistemas de previdência, saúde pública e crescimento econômico.

Em termos simples, cada vez menos pessoas estarão trabalhando para sustentar uma população cada vez maior de aposentados.

Alguns países já começaram a sentir os efeitos.

No Japão, o número de habitantes vem diminuindo há mais de uma década.

Na Europa, vários governos estão discutindo políticas para incentivar a natalidade ou ampliar programas de imigração.

Economistas alertam que o impacto demográfico pode se tornar um dos principais fatores que determinarão o crescimento econômico global no futuro.

Sem trabalhadores suficientes, produtividade, consumo e inovação podem desacelerar.

Por isso, o tema deixou de ser apenas uma questão social.

Ele passou a ser tratado como um desafio estratégico para a economia global.

Durante décadas, o mundo se preocupou com a possibilidade de superpopulação.

Agora, em várias partes do planeta, o problema começa a ser exatamente o oposto.