A IA ficou trilionária. Seu notebook ficou com 8GB.
Enquanto gigantes de semicondutores priorizam chips de alta margem para servidores de Inteligência Artificial, a oferta de memória tradicional encolhe e os preços sobem. No Brasil, celulares e notebooks já sentem o impacto. Coincidência tecnológica… ou escolha estratégica de mercado?
TECNOLOGIA
Bugiganga News
2/26/20261 min ler


De repente, memória virou artigo de luxo.
Enquanto o mundo celebra a revolução da Inteligência Artificial, o consumidor comum percebe que o preço do celular subiu, o notebook perdeu RAM e o desempenho virou promessa.
Coincidência?
Ou priorização?
Os fabricantes redirecionaram a produção para memórias HBM, as turbinadas usadas em servidores de IA. São mais rentáveis. Margens maiores. Clientes corporativos pagando em dólar.
Já as DRAM tradicionais, que fazem seu PC funcionar sem travar com três abas abertas? Ficaram em segundo plano.
Resultado: menos oferta, mais pressão nos preços.
Projeções indicam aumento de até 50% nos chips de memória no primeiro trimestre de 2026. Depois, mais 20%. Em celulares de entrada, o custo da memória já subiu 25%.
E adivinha quem paga?
Samsung, SK Hynix e Micron concentram praticamente todo o mercado global. Três empresas. Um insumo essencial para a economia digital inteira.
Não é escassez acidental.
É alocação estratégica.
A Micron anunciou US$ 24 bilhões para expandir produção em Cingapura. Ótima notícia. Só começa a surtir efeito em 2028.
Até lá, a palavra mágica é “estrutura”.
Enquanto isso, fabricantes adotam o downgrade elegante:
Mais notebooks com 8GB.
Menos com 16GB.
Menos custo na etiqueta.
Mais limitação silenciosa no desempenho.
No Brasil, o impacto é amplificado:
📉 Vendas de celulares caíram 4% em 2025
📉 PCs estagnados
📈 Preços até 20% maiores no varejo
O discurso oficial fala em “novo ciclo tecnológico”.
Mas vale a pergunta:
Se a IA promete eficiência e produtividade, por que o consumidor está pagando mais por menos desempenho?
Se a tecnologia avança tanto, por que o hardware básico está regredindo?
E mais importante:
Estamos vivendo uma revolução tecnológica…
ou uma redistribuição seletiva de margem?
No fim das contas, a inteligência pode ser artificial.
O aumento… esse é absolutamente real.
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