Brasil entra em nova onda de inadimplência e número de endividados atinge maior nível desde 2017

A inadimplência no Brasil voltou a crescer e atingiu o maior nível desde 2017. Juros elevados, crédito caro e renda pressionada fazem milhões de brasileiros atrasarem pagamentos, enquanto especialistas alertam para risco de desaceleração econômica.

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Bugiganga News - CR

3/13/20261 min ler

Dívidas voltam a crescer no país

O número de brasileiros inadimplentes voltou a subir e atingiu em 2026 o maior nível registrado desde 2017.
Levantamentos recentes indicam que mais de 70 milhões de pessoas possuem contas em atraso, um reflexo direto da combinação entre juros elevados, crédito caro e renda pressionada.

Dados divulgados por instituições de análise de crédito, como a Serasa Experian, mostram que a inadimplência voltou a crescer após um período de relativa estabilidade nos anos anteriores.

Cartões de crédito, empréstimos pessoais e contas básicas, como energia e telefonia, aparecem entre os principais tipos de dívida que entram em atraso.

Juros altos e crédito caro pressionam famílias

Economistas apontam que um dos principais fatores para o aumento da inadimplência é o custo do crédito no Brasil.

Mesmo após ciclos de redução da taxa básica de juros definida pelo Banco Central do Brasil, muitas modalidades de crédito continuam com taxas elevadas, especialmente no cartão de crédito rotativo e no cheque especial.

Esse cenário faz com que pequenas dívidas se transformem rapidamente em valores difíceis de quitar.

Além disso, a inflação acumulada nos últimos anos reduziu o poder de compra de muitas famílias, pressionando ainda mais o orçamento doméstico.

Impacto na economia

O aumento da inadimplência também preocupa o setor financeiro e o comércio.

Com mais consumidores endividados, bancos tendem a restringir crédito e empresas enfrentam queda nas vendas financiadas modelo que sustenta grande parte do consumo no país.

Analistas alertam que, se o nível de inadimplência continuar subindo, o impacto pode chegar ao crescimento econômico.

A economia brasileira depende fortemente do consumo das famílias, que responde por uma parcela significativa do PIB.

Quando as dívidas aumentam e o crédito diminui, o efeito se espalha rapidamente por toda a atividade econômica.