CVM investiga compra de ações da Usiminas por fundo ligado à Reag após operação Carbono Oculto
A CVM abriu processo para investigar a compra de R$163 milhões em ações da Usiminas por fundo administrado pela Reag. O caso envolve beneficiário desconhecido e ligação com a operação Carbono Oculto.
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Bugiganga News
3/10/20262 min ler


💥 Fundo suspeito, aço e bilhões: a nova polêmica envolvendo a Usiminas
O mercado de aço brasileiro entrou novamente no radar das autoridades.
A Comissão de Valores Mobiliários (Comissão de Valores Mobiliários – CVM) abriu um processo sancionador para investigar a compra de uma fatia da Usiminas por um fundo ligado à gestora Reag Investimentos.
O caso envolve R$ 163 milhões e levanta uma pergunta incômoda no mercado financeiro:
Quem realmente está por trás dessa participação na siderúrgica?
🏭 A venda que reacendeu a guerra do aço
A história começa quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) decidiu vender parte de sua participação na Usiminas.
A venda ocorreu em agosto de 2025 e fazia parte de uma longa disputa regulatória com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que há anos exigia que a CSN reduzisse sua posição na concorrente.
Durante mais de uma década, a CSN manteve uma fatia relevante na Usiminas, chegando a ultrapassar 10% das ações, numa estratégia que muitos interpretaram como tentativa de influenciar ou até tomar controle da rival.
O problema é que o Cade determinou ainda em 2014 que essa participação deveria cair para menos de 5%.
A ordem foi ignorada por anos.
Até que a pressão regulatória finalmente apertou.
💰 Para onde foram as ações
Quando a CSN começou a vender sua participação, as ações acabaram divididas entre dois compradores principais:
a família Batista, controladora da JBS
o Vera Cruz Fundo de Investimento Financeiro em Ações
Esse segundo comprador é o que agora está no centro da investigação.
O fundo pagou R$ 163 milhões pela fatia e atualmente detém 5,13% das ações ordinárias da Usiminas — justamente aquelas que dão direito a voto.
E aqui começa o problema.
🕵️♂️ O mistério do beneficiário final
O Vera Cruz Fundo era administrado pela Reag Portfólio Solutions.
Mas segundo informações investigadas pela CVM, não está claro quem é o beneficiário final do fundo.
Em outras palavras:
Não se sabe exatamente quem é o dono do dinheiro que comprou parte da Usiminas.
Para um mercado que movimenta bilhões e envolve uma das maiores siderúrgicas do país, isso naturalmente acendeu o alerta dos reguladores.
⚠️ A sombra da operação “Carbono Oculto”
A suspeita ficou ainda maior por causa de um detalhe.
Poucas semanas após a compra das ações da Usiminas, a gestora Reag virou alvo da operação Carbono Oculto, investigação que apontou possível uso de fundos de investimento por organizações criminosas.
Até agora, não há confirmação de ligação direta entre a compra das ações e essas suspeitas.
Mas o timing… levantou muitas sobrancelhas no mercado.
⚖️ A investigação da CVM
Diante do cenário, a CVM decidiu avançar.
Foi aberto um processo sancionador contra a Reag Portfólio Solutions, etapa que indica que os investigadores já formularam uma acusação preliminar.
O processo foi registrado em 09/02/2026.
Os detalhes ainda estão sob sigilo.
Mas a empresa deve ser formalmente citada nos próximos dias.
🤔 A pergunta que fica
O caso envolve siderurgia, fundos de investimento, disputa empresarial e investigação regulatória.
Mas no fundo existe uma pergunta simples que ninguém respondeu ainda:
quem realmente está por trás da participação de 5% na Usiminas?
No mercado financeiro, raramente bilhões mudam de mãos…
sem que alguém muito poderoso esteja puxando os fios.
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