Governo discute taxa mínima para entregadores de aplicativos e pode mudar a economia do delivery no Brasil

Projeto de regulamentação do trabalho em aplicativos discute pagamento mínimo para entregadores e novas regras para plataformas como iFood, Uber e Rappi.

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Bugiganga News - CR

3/11/20261 min ler

O trabalho em aplicativos pode estar prestes a mudar no Brasil.

O governo e o Congresso discutem uma proposta de regulamentação para trabalhadores de plataformas digitais, incluindo motoristas e entregadores de aplicativos.

Entre os pontos mais debatidos está a criação de um valor mínimo por entrega ou corrida, medida que busca garantir uma remuneração básica para quem trabalha no setor.

Segundo a proposta em discussão, o pagamento mínimo poderia incluir um valor fixo por entrega, somado a um valor adicional por quilômetro percorrido.

A ideia é reduzir a volatilidade dos ganhos, já que atualmente os valores pagos variam conforme demanda, distância e decisões dos algoritmos das plataformas.

Hoje, milhões de brasileiros dependem dessas atividades como principal fonte de renda.

Estimativas apontam que mais de 2 milhões de trabalhadores atuam em plataformas digitais no país, incluindo entregadores, motoristas e outros serviços.

A proposta também discute outros pontos importantes, como:

• contribuição para a Previdência
• maior transparência nos algoritmos dos aplicativos
• regras mais claras para as relações entre plataformas e trabalhadores

Por outro lado, empresas do setor alertam que a criação de valores mínimos obrigatórios pode aumentar o custo das entregas e impactar o preço final para o consumidor.

Alguns especialistas também apontam que regras muito rígidas poderiam reduzir a flexibilidade que atrai muitos trabalhadores para esse tipo de atividade.

A discussão ainda está em andamento no Congresso e pode passar por mudanças antes de uma eventual aprovação.

Mas uma coisa já está clara.

O modelo de trabalho da chamada economia de aplicativos está entrando em uma nova fase de debate no Brasil.

Durante anos, aplicativos mudaram a forma como as pessoas trabalham.

Agora começa a discussão sobre quem define as regras desse novo mercado.