Haddad sai do governo após ampliar impostos e deixar legado de arrecadação recorde

Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda após implementar uma série de medidas de aumento de arrecadação, criação de novas taxações e ajustes fiscais. Sua gestão levanta críticas sobre o impacto do aumento de impostos na economia brasileira.

ECONOMIAPOLÍTICA

Bugiganga News - CR

3/19/20261 min ler

Haddad sai, mas o peso dos impostos fica

Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda após uma gestão marcada por um objetivo claro: aumentar a arrecadação a qualquer custo.

Durante sua passagem pelo governo, o discurso foi de “equilíbrio fiscal”.
Na prática, o caminho escolhido foi outro: ampliar a carga tributária, revisar benefícios e criar novas formas de cobrança.

O resultado foi um dos períodos mais ativos em termos de mudanças tributárias recentes no país.

A estratégia: arrecadar mais

Ao longo da gestão, diversas medidas foram implementadas para elevar a receita do governo. Entre elas:

  • taxação de fundos exclusivos (antes isentos por décadas)

  • tributação de offshores no exterior

  • mudanças no JCP (juros sobre capital próprio)

  • reoneração de combustíveis

  • aumento da carga sobre apostas esportivas

  • revisão de incentivos fiscais

  • tentativas de ampliar IOF e outras alíquotas

Além disso, houve uma série de medidas indiretas, que, somadas, aumentaram o peso tributário sobre empresas e investidores.

No total, foram dezenas de iniciativas voltadas ao mesmo objetivo: arrecadar mais.

Arrecadação sobe, pressão também

A estratégia funcionou pelo menos do ponto de vista do governo.

A arrecadação federal bateu recordes sucessivos.

Mas o custo disso começou a aparecer em outro lugar:

  • queda na confiança empresarial

  • aumento da insegurança jurídica

  • pressão sobre investimentos

  • maior complexidade tributária

Para muitos analistas, o modelo adotado foi simples:
quando faltou corte de gastos, sobrou aumento de impostos.

A crítica central

A principal crítica à gestão Haddad não é apenas econômica é estrutural.

O governo optou por:

  • aumentar receitas em vez de reduzir despesas

  • tributar mais em vez de reformar o Estado

  • pressionar o setor produtivo em vez de aliviar custos

O resultado é um ambiente onde crescer se torna mais difícil e mais caro.

Saída política, legado econômico

A saída de Haddad ocorre em meio a um movimento político.

Mas o impacto econômico permanece.

As regras criadas continuam vigentes.
Os impostos seguem sendo cobrados.
E o modelo fiscal adotado ainda está em curso.