a black and white photo of a white wall

Imposto sobre eletrônicos: publicado no Diário Oficial, cancelado após reação e depois chamado de “fake news”

Resolução publicada no Diário Oficial alterou imposto de importação sobre eletrônicos. Após repercussão negativa, houve recuo e o aumento foi classificado como “fake news”. Entenda a sequência dos fatos.

POLÍTICAECONOMIA

Bugiganga News

3/2/20261 min ler

a black and white photo of a white wall

No início de fevereiro, foi publicada no Diário Oficial da União a Resolução GECEX nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, alterando alíquotas do Imposto de Importação para diversos produtos listados na Tarifa Externa Comum (TEC).

A resolução modificava o Anexo VI da Resolução Gecex nº 272/2021, envolvendo centenas de códigos NCM e a repercussão pública destacou mais de mil produtos eletrônicos afetados.

A justificativa apresentada foi alinhada ao discurso recorrente de proteção à indústria nacional.

Após a publicação e ampla divulgação por veículos de imprensa e analistas de mercado, a reação negativa ganhou força.

Dias depois, o governo anunciou recuo parcial:
✔ Zeração de tarifas para 105 itens
✔ Manutenção de 15 produtos em patamares anteriores

A decisão foi comunicada oficialmente pelo MDIC após reunião do Gecex.

Até aqui, o processo segue um roteiro comum de política econômica:
anúncio, reação, ajuste.

O ponto que gerou controvérsia veio depois.

Em comunicação oficial, o aumento passou a ser tratado como “fake news”.

Mas a resolução existiu.
Foi publicada oficialmente.
Consta no Diário Oficial.

O debate deixa então de ser apenas econômico.

Não se trata de defender ou criticar o mérito do aumento.

A questão central é narrativa.

Se uma medida foi formalizada e depois revertida, estamos diante de:

• Ajuste técnico diante da reação do mercado?
ou
• Tentativa de reescrever a cronologia dos fatos?

Transparência não significa nunca errar.

Significa explicar claramente o que foi feito e por que foi alterado.

A pergunta que fica não é sobre o imposto em si.

É sobre comunicação pública.

Quando um ato oficial vira “fake news” após repercussão negativa,
o problema deixa de ser tributário.

Passa a ser institucional.