Kim Jong-un é “reeleito” — mas quem exatamente votou?
O líder norte-coreano foi reconduzido ao comando do partido único. A pergunta não é se ele venceu. A pergunta é: existia outra opção?
POLÍTICA
Bugiganga News
2/24/20261 min ler



Salve, meu investidor de caos.
Kim Jong-un foi reeleito líder do Partido dos Trabalhadores da Coreia. De novo.
Sem campanha.
Sem debate.
Sem oposição.
Só aplausos.
O 9º Congresso do partido confirmou aquilo que ninguém imaginava que pudesse ser diferente: o líder continua sendo… o líder.
Mas vamos pensar juntos.
Quando a imprensa diz “reeleição”, sua cabeça automaticamente associa a voto popular, disputa, contagem apertada, tensão eleitoral. Mas ali não existe concorrência. Não existe alternância de poder. Existe confirmação interna de um sistema onde partido, Estado e líder são praticamente a mesma coisa.
Então a pergunta que fica não é “ele ganhou?”.
É: ele poderia perder?
O congresso também serviu para reforçar alianças estratégicas com China e Rússia, em meio a tensões com o Ocidente. Enquanto o mundo discute sanções, a Coreia do Norte reafirma seu foco em defesa nuclear e exibe coesão interna.
E tem mais um detalhe que chama atenção.
A presença constante da filha de Kim, Ju Ae, em eventos militares.
Sinalização de sucessão?
Preparação para continuidade da dinastia?
Se a liderança já nasce dentro da família, estamos falando de partido político ou de monarquia moderna com mísseis balísticos?
Enquanto isso, o noticiário usa a palavra “reeleição”.
Mas será que chamar assim não suaviza o que de fato é um regime fechado?
Por que usamos a mesma linguagem para sistemas políticos tão diferentes?
Quem define o enquadramento da narrativa?
E quem se beneficia quando tudo parece “normal”
Agora me diz…
Se não existe alternativa, ainda dá pra chamar de escolha?
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