Protestos explodem em Cuba e expõem crise econômica profunda na ilha
Apagões, falta de alimentos e crise energética levam cubanos às ruas. Protestos raros contra o governo revelam deterioração econômica do país.
ECONOMIAGEOPOLÍTICA
Bugiganga News - CR
3/14/20262 min ler


A tensão voltou às ruas de Cuba
Protestos contra o governo voltaram a ocorrer em Cuba, em mais um sinal de que a crise econômica da ilha atingiu um ponto crítico.
Na cidade de Morón, moradores foram às ruas protestar contra apagões constantes, escassez de alimentos e falta de combustível.
O protesto começou de forma pacífica, mas acabou escalando quando manifestantes invadiram um escritório do Partido Comunista e destruíram parte do prédio.
Autoridades confirmaram cinco prisões após o episódio.
Embora manifestações não sejam comuns no país, a deterioração das condições de vida tem levado cada vez mais cubanos a demonstrar insatisfação publicamente.
Uma crise que se arrasta há anos
Cuba enfrenta hoje uma das piores crises econômicas desde o colapso da União Soviética nos anos 1990.
Entre os principais problemas estão:
escassez de alimentos
inflação crescente
falta de combustível
cortes de energia que chegam a durar mais de 10 horas por dia
O sistema elétrico do país também sofre com usinas antigas, falta de manutenção e dificuldades para importar combustível.
O resultado são apagões frequentes em várias cidades.
O fator geopolítico
O governo cubano afirma que a crise é agravada pelo embargo econômico dos Estados Unidos, que limita acesso a financiamento internacional e comércio.
Nos últimos anos, a situação ficou ainda mais difícil após a redução no envio de petróleo de aliados tradicionais.
Sem combustível suficiente, diversos setores da economia foram afetados.
Cuba no meio de uma disputa maior
A instabilidade em Cuba acontece em um momento em que a geopolítica da América Latina volta ao radar das grandes potências.
Recentemente, os Estados Unidos ampliaram sua presença na região no combate ao crime organizado, incluindo novas operações e cooperação com países da América do Sul.
Esse cenário mostra como a região volta a se tornar estratégica em disputas políticas e econômicas globais.
Um sistema sob pressão
Apesar das manifestações, mudanças políticas rápidas parecem improváveis.
O governo mantém controle rígido sobre instituições e forças de segurança.
Mas os protestos deixam um recado claro:
a crise econômica chegou a um ponto em que o descontentamento já não consegue mais ser escondido.
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