Queda da Selic pode impulsionar construção civil e mercado imobiliário no Brasil em 2026

A possível queda da Selic em 2026 pode estimular o financiamento imobiliário e impulsionar a construção civil no Brasil. Especialistas apontam crescimento do setor mesmo com riscos de inflação e tensões globais.

ECONOMIAPOLÍTICA

Bugiganga News

3/10/20262 min ler

seven construction workers standing on white field
seven construction workers standing on white field

🏗️ Construção civil aposta em queda da Selic para voltar a acelerar

Salve, meu investidor de concreto!

Depois de meses respirando com ajuda de aparelho, o setor da construção civil começa a enxergar um possível respiro.

O motivo?
A expectativa de queda na Selic ao longo de 2026.

Hoje a taxa básica está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006.
Mas projeções do mercado indicam que ela pode cair para cerca de 12,13% até o fim de 2026.

E para o mercado imobiliário, isso muda bastante coisa.

💰 Juros menores, crédito mais barato

Quando os juros caem, duas engrenagens começam a girar:

1️⃣ Empresas conseguem financiar novos empreendimentos com custo menor
2️⃣ Famílias conseguem financiar imóveis com parcelas menores

Segundo o Sinduscon-Rio, o impacto é brutal.

A cada 0,5 ponto percentual de aumento nos juros do crédito imobiliário, cerca de 500 mil famílias deixam de conseguir financiar uma casa.

Ou seja:
juros sobem → menos gente compra casa
juros caem → o mercado volta a respirar.

📈 Construção pode crescer mais que a economia

Mesmo com juros altos, o setor não afundou.

  • PIB da construção em 2024: +4,4%

  • PIB da construção em 2025: +0,5%

Agora a projeção é que 2026 volte a acelerar, podendo crescer acima de 2%.

Isso inclusive acima do crescimento esperado da economia brasileira, estimado em cerca de 1,6%.

🏠 O gigante déficit habitacional brasileiro

Existe outro motor silencioso por trás disso tudo.

O Brasil ainda tem um déficit habitacional de quase 6 milhões de moradias.

Ou seja:
tem muita gente querendo casa
e pouca casa disponível.

Esse desequilíbrio mantém a demanda imobiliária estruturalmente alta.

🏛️ Ano eleitoral e obras públicas

Outro combustível pode vir da política.

2026 é ano eleitoral.

Traduzindo do economês:

político gosta de obra.

O governo já fala em ampliar o Minha Casa Minha Vida e contratar até 3 milhões de moradias até 2026.

Se isso se confirmar, a construção pode ganhar ainda mais impulso.

⚠️ Mas nem tudo é concreto fresco

Existem riscos no caminho.

Dois principalmente:

1️⃣ Falta de mão de obra qualificada
Um gargalo antigo do setor.

2️⃣ Inflação de insumos

E aqui entra a geopolítica.

A guerra no Oriente Médio pode elevar o preço do petróleo — e isso encarece materiais ligados à energia, como:

  • cimento

  • cerâmica

  • transporte de materiais

Se o custo subir demais, a construção perde fôlego.

🧠 No fim das contas…

A construção civil brasileira está numa espécie de encruzilhada:

de um lado
juros possivelmente caindo
demanda por moradia gigante
e programas habitacionais

do outro
inflação global
tensões geopolíticas
e custos industriais.

A pergunta que fica é:

se a Selic cair…
o setor vai acelerar de verdade?

Ou o custo da economia global vai puxar o freio de mão?