Tarifa Global de 15% de Trump Vira o Jogo e Favorece Brasil e China

Nova taxa imposta pelos EUA após decisão da Suprema Corte acaba reduzindo tarifas médias para Brasil e China, enquanto aliados históricos como Reino Unido e União Europeia sentem o impacto. Em um movimento de 150 dias que recomeça o tabuleiro do comércio global, a geopolítica mostra que, no jogo das tarifas, nem sempre quem apanha no discurso perde na prática.

ECONOMIA

Bugiganga News

2/23/20262 min ler

USA flag on pole at the city during day
USA flag on pole at the city during day

Salve, meu investidor de confusão!

O homem do topete resolveu apertar o botão vermelho das tarifas… de novo. Depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos basicamente disse “isso aqui tá meio ilegal, chefe”, o presidente Donald Trump decidiu trocar o plano antigo por um novo pacote: uma tarifa global que começou em 10%, subiu para 15% e vai durar 150 dias, ou seja, versão teste grátis com potencial de virar assinatura premium do caos.

A cereja do bolo? Segundo a organização Global Trade Alert, quem saiu menos machucado dessa dança das cadeiras foi justamente quem mais apanhava no discurso da Casa Branca: Brasil e China. O Brasil teria a maior queda nas tarifas médias, redução de 13,6 pontos percentuais. A China também respirou, com queda de 7,1 pontos. É isso mesmo que você leu. Enquanto o discurso era “América contra o mundo”, na prática a recalibragem acabou aliviando justamente os alvos preferidos.

Já os aliados históricos dos EUA, Reino Unido, União Europeia e Japão, foram os que mais sentiram o novo modelo. O Reino Unido, que tinha negociado uma taxa de 10% em vários produtos, viu a média subir. A UE, que achou que estava confortável com 15%, também ganhou um reajuste inesperado. A famosa “amizade estratégica” virou amizade com juros compostos.

A decisão veio depois que a Suprema Corte anulou boa parte das tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Trump reagiu dizendo que, se não podia usar aquele brinquedo, usaria outro. E elevou a nova taxa para 15% alegando “urgência”. Traduzindo: se a porta fecha, ele entra pela janela.

O representante comercial Jamieson Greer já avisou que as investigações continuam, principalmente sobre excesso de capacidade industrial na Ásia. Ou seja, a paz tarifária é temporária. É tipo aquele intervalo no UFC antes do próximo soco.

Enquanto isso, o encontro entre Trump e Xi Jinping segue no radar. O objetivo declarado é manter estabilidade, garantir compra de produtos agrícolas americanos, jatos da Boeing e fornecimento de terras raras. Diplomacia moderna: você me vende soja, eu finjo que não te taxei ontem.

Nos bastidores, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu que a arrecadação projetada para 2026 continua intacta. Ou seja, o caixa agradece. Quem vai pagar a conta? Bom… sempre tem alguém.

O detalhe mais curioso é que esse novo regime dura só 150 dias e depende de nova autorização do Congresso. Na prática, o jogo recomeça do zero. A administração já sinalizou que pode usar a famosa Seção 301 da Lei de 1974 para aplicar tarifas específicas por país. Traduzindo em bugiganguês: ainda tem capítulo dessa novela.

E aqui entra a ironia deliciosa: o Brasil, que vive apanhando no debate comercial internacional, acaba sendo beneficiado num movimento criado para reafirmar força americana. Enquanto aliados reclamam, países criticados respiram aliviados. Geopolítica é isso, meu consagrado, ninguém é vilão fixo, todo mundo é figurante temporário.

No fim das contas, a nova tarifa global de 15% não é só uma taxa. É um lembrete de que o comércio internacional virou campo de batalha político. Hoje é 15%, amanhã pode ser 25%. Hoje é amigo, amanhã é concorrente.